Eu sei que vocês não terão muitos pontos pra investir na Capela de vocês (que deve ser investido, tirando os itens mágicos de vocês, o resto está sujeito à perda), mas achei de bom tom dizer as diferenças que tem nos Antecedentes e algumas peculiaridades que vocês deverão se importar para manter a paz e a ordem da Capela.
Antecedentes:
Vocês comprarão Antecedentes como normalmente comprariam pra um personagem, porém com algumas diferenças em termos de “tamanho”. Por exemplo o Antecedente Aliados: ao invés de significar um aliado por ponto, seria uma Capela aliada por ponto (seguindo a lógica do Antecedente). Essas Capelas aliadas podem ser úteis para que seus magos tenham um lugar pra repousar durante uma noite, usar os arquivos da Capela aliada, buscar ajuda, barganhar livros e conhecimentos, propor intercâmbio de Aprendizes ou Professores, trocar experiências… os benefícios são variados. A viajem de Adrian (por ele estar no Japão) era justamente para isso: angariar aliados para a Capela de vocês. Se ele foi bem sucedido ou não, vai do gosto de vocês, mas eu adianto que aquelas Capelas que vocês conhecem (a dos Eutanatos e Ordem de Hermes ali na região, a dos Coristas na Itália, a dos Etéreos na Alemanha e a dos Akasha no Tibet) NÃO SÃO aliadas da Capela de vocês. Elas respeitam e interagem com um ou outro membro da Cabala, não com a Capela como um todo (isso é importante para quando os Aprendizes de vocês ou a Cabala da Juliana precisar viajar).
Arcanum seria excelente para esconder a Capela de olhares curiosos; Status serviria para mostrar o quanto a Capela é conhecida e respeitada; Influência para saber o quanto a Capela influencia os mortais de uma região (ou até mesmo do mundo!); Contatos é algo parecido com Aliados, porém de forma menos enérgica para os membros das Capelas envolvidas. Isso garantiria alguns benefícios menores (como uma busca por informação rápida e rasteira, ou até uma audiência com o líder, ou, pelo menos, entrar e saber onde a Capela realmente fica).
Mentor poderia ser comprado se fosse outra Capela, nesse caso os mentores da Capela de vocês são os seus personagens. Aliás, um aviso rápido: apesar dos Aprendizes serem de cada um de vocês, isso não os impede de requerer uma ou outra aula com algum outro mago que o Aprendiz simpatize (digo, uma ordem expressa do mentor oficial poderia barrar isso, mas fora isso não existe bem uma obrigação).
Claro que a Capela de vocês não terá Avatar e comprar Maravilhas está fora de cogitação. Entretanto, vocês poderão comprar Totem (e terão, para manter o Llamasu e tal) e disponibilizar as Maravilhas de vocês para quem quiser usar (geralmente as Capelas têm esse tipo de coisa), claro que com autorização expressa da Capela e que todos fiquem sabendo quem e por que pegou, caso contrário é caracterizado roubo. Recursos e Nodo eu já expliquei anteriormente; Identidade Alternativa pode ser interessante para que, na papelada, o castelo (isso se ele não ruiu) seja outra coisa que não um ponto turístico famoso ou algo que pode ser tombado como patrimônio da humanidade ou essas merdas.
Enfim, acho que vocês entenderam. Agora vamos para a segunda parte (e mais complicada) desse post: hierarquia.
Hierarquia:
As Capelas, para não virarem o samba do crioulo doido, mantêm uma hierarquia que varia de lugar para lugar, porém mantém um padrão para que exista, pelo menos, alguém que saiba o que fazer e como fazer. Capelas menores têm hierarquias menos rígidas (em alguns casos), enquanto que Capelas maiores mantêm uma hierarquia mais rígida para que não vire uma zona completa e todos façam coisas que podem atrair atenção de Adormecidos, Tecnocracia, outras Tradições e coisas do tipo.
Durante essa Crônica, a interação entre Capelas e dentro da Capela será importante para que as conquistas de vocês continuem sendo de vocês. Aliados nos lugares certos e palavras nas horas certas podem livrar vocês de receberem uma intimação para sair da Capela ou entregar o comando para alguém “mais competente” (que não quer dizer que o seja). Outros Magos podem achar que vocês estão se envolvendo com coisas demais (assumindo que descubram o que estão fazendo), ou que não merecem os recursos que vocês detêm. Um Tribunal pode vir e julgar a Capela inteira ou coisas do tipo.
Política é a palavra certa para isso. Apesar de irritante em alguns momentos, ela é extremamente importante para manter as coisas em ordem: é necessário um líder para tomar decisões; um mensageiro; um líder de batalha e essas coisas todas que um governo costuma ter. Algumas regras devem ser estabelecidas: qualquer um pode entrar e se filiar? É permitido abrir a porta e convidar estranhos para entrar? Qual o procedimento para que seja aceito na Capela? Há um limite de Magos? Há alguma restrição quanto a Tradições permitidas? Aceitam Órfãos? E Vazios? Todo e qualquer tipo de Ritual é permitido? Se for, o que acontece se ocorrer uma falha enorme e atrair atenção desnecessária? Esse tipo de coisa que precisa ser entregue e regulamentado para que vocês não percam o fio da meada.
No caso da Capela de vocês, existem (até agora) 15 Magos filiados (Bóris e aprendiz, Jean e aprendiz, Kao e aprendiz (Danee), James e aprendiz (Iruga), Zarak, Novo personagem do D, Adrian, Juliana, Tenma, Ricardo e Íon). Já é um tanto considerável de Magos interagindo dia-a-dia. Rivalidades podem surgir, intrigas podem acontecer. Mesmo que a maioria esteja submetido a pelo menos um de vocês, regras gerais e papéis especiais poderiam ser estabelecidos para que outros magos trabalhem em prol da Capela enquanto vocês resolvem outros problemas.
“Mas por que isso é importante, Pimpão?”
Simultaneamente com as peripécias de vocês, as Tradições começaram a se reestruturar. Até os eventos do Acerto de Contas (Ravnos e afins), as Tradições tinham comandos bem rígidos de seu Conselho lá no Horizonte mandando e desmandando do alto de suas Capelas em Reinos distantes da Terra. Todos os Magos tinham ordens e lutavam ativamente na Guerra da Ascensão.
Entretanto, com o Acerto de Contas veio a morte da maior parte dos Mestres e Arquimagos das Tradições. Os que não estão mortos estão presos do outro lado da Tempestade de Avatar e, infelizmente, não podem mandar e desmandar nos Magos aqui da Terra. Geralmente tentam dar uma ou outra ordem, porém nem sempre é muito efetivo. Com o Acerto de Contas, as Tradições acabaram por “perder” a Guerra da Ascensão e, agora, sem o braço férreo dos mais antigos, os que aqui ficaram pretendem reiniciar as Tradições e manter a mágica viva. Não se trata mais de uma guerra ativa contra um inimigo chamado Tecnocracia, mas uma guerra para manter seus estilos, sua mágica, seu legado. E, querendo ou não, as Tradições foram as responsáveis por manterem as tradições vivas e contínuas, abraçando novas técnicas e honrando as antigas (nem sempre assim, mas vocês entenderam).
As Capelas sempre foram os lugares principais em termos de refúgio, troca de conhecimentos, alianças e centrais de batalhas. Dessa forma, a reestruturação do Conselho, dos Tribunais e de toda a estrutura já conhecida das Tradições, depende desses lugares de poder para que as coisas funcionem quase corretamente.
O Conselho dos Nove acabou de se reformular com alguns Mestres que ficaram aqui na Terra, cinco deles são conhecidos de vocês: Aniela Vaughan (Irmandade de Akasha), Aquele-que-Comanda-o-Inverno (Oradores dos Sonhos), Dr. Frankenstein (Filhos do Éter), Lilith (Verbena) e Lauro Güttsmanen (Coro Celestial). Vincent é cogitado para assumir a cadeira dos Eutanatos (assim que se for encontrado) e os outros magos das outras Tradições ainda estão brigando sendo reunidos e matando escolhendo seus representantes.
Os Juízes também já foram impostos escolhidos e hoje em dia são cinco Tribunais regionais com um membro de cada Tradição em cada Tribunal. O número antigo era nove, porém não tem sido possível estabelecer esse número de Tribunais, portanto esses cinco são os responsáveis pelo julgamento em suas áreas (Américas, Europa, África, Ásia e Oceania e um outro continente à sua escolha).
Quatro Arautos foram intimados escolhidos para espalhar a mensagem de que o Conselho está se matando reunindo e para encontrar forjar alianças entre as Capelas de pé. Um deles vocês conhecem e encontraram com ele no Japão (Adrian, antigo discípulo da Élis), dessa forma, em nunca pouco tempo, as Tradições estarão organizadas novamente. Claro que Adrian tem puxado a sardinha um pouco pro lado de vocês (por isso o Status 2 sugerido imposto) e, se outras Capelas aceitaram ou não a aliança com a Capela de vocês, fica ao critério da competência do Adrian distribuição dos pontos que vocês farão.
Dentro desse cenário, dar de ombros pra essa corrida política é inocente demais. Como eu disse no começo, pessoas podem levar vocês para Tribunais por diversas razões de acordo com as histórias contadas e a palavra de um Mago poderoso e influente vale muito mais que a palavra da maioria de vocês.
É plausível que vocês ignorem as posições e títulos políticos dentro da Cabala de vocês, afinal quem decide isso não sou eu (e também nem tem como impor), entretanto eu acho de bom tom preencher os cargos que vocês acham necessários relacionados à Capela (sem nome ainda).
Vocês podem baixar aqui o PDF da tabela que explica as formas mais comuns de governo e coisas do tipo. Porém existem duas coisas pré-estabelecidas: todo O Conselho de Prometeu é Professor/Mentor/Tutor da Capela. Se vocês quiserem designar mais alguém para tal, fiquem à vontade e o arauto (e também Arauto) da Capela é Adrian (se quiserem nomear mais também fiquem à vontade).
Vocês também podem deter mais de um cargo, claro. Élis pode ser Mentora e também Juíza, enquanto que Jean, além de ser Mentor, também é Sentinela e Conselheiro (fui colocando aleatoriamente). Ou então vocês podem ignorar certas posições dentro da Capela, não é obrigatório preencher todos os cargos (e vale dar tarefas pros mais novos e pros NPCs também, viu? Fiquem à vontade quanto a isso).
O Ranking de Aprendiz, Iniciante, Discípulo, Adepto e Mestre é extremamente importante na política dentro das Capelas. Ela representa a sua posição e o título que você pode receber (geralmente, os mais importantes só chegam quando o mago é Adepto), porém, com a escassez de recursos, vários outros magos de rankings menores têm recebido tarefas mais significativas. Também é importante notar que, se alguém ser puxa-saco tem poder político suficiente, pode chegar a ser um Conselheiro ou um Chanceler mesmo tendo pessoas mais honestas capacitadas para exercer esse cargo.
Quando forem se apresentar, baseiem-se no nível da sua Esfera mais alta (ou de especialização): Jean ainda é um Discípulo, mesmo com Arete 4, enquanto que James (por enquanto) que possui o mesmo nível de Arete é um Adepto, pois sua maior Esfera é nível quatro, enquanto que a de Jean é apenas três. Vocês não precisam falar todas as Esferas que conhecem (isso serve, também, para defini-lo como Mago e também para esconder alguns segredos dos restantes).
Acredito que por enquanto é só.
Independentemente do título/posição dentro da Capela, e dentre o restante das Tradições, vou conseguir o de Acarya no início da crônica?
Levando em consideração que se trata de um título específico dentro de uma Tradição específica e tals.
Levando em consideração que se trata de um título específico dentro de uma Tradição específica e tals, e que portanto possui regras de obtenção mais específicas ainda.
Lembrei-me agora que Bóris também havia feito todo um sistema de segurança/armadilhas ao longo de alguns corredores do castelo.
Se comprarmos os Antecedentes para mantê-lo (o castelo) essas coisas feitas por Bóris se manterão?
PS: Desculpe pelo post duplo acima. ¬¬
Não encontro, no Book of Chantries, os títulos que você menciona no texto. Então, como acho também que você deve estar usando um 3ªed., que tal me passar o livro e a página dessas coisas?! xDD